sábado, 10 de fevereiro de 2018

Adolescente morto a tiros na Praça Gonçalves Dias, em São Luís, estava envolvido com facção criminosa

O adolescente Pedro Lucas Vale Ferreira, de 15 anos, foi assassinado a tiros na Praça Gonçalves Dias, no centro de São Luís, na manhã desta sexta-feira (9). Ele era estudante de uma escola localizada nas proximidades da praça.

Pelas informações de testemunhas, dois homens, em uma motocicleta de cor vermelha, fizeram disparos de arma de fogo na cabeça da vítima. Após a execução do estudante, os criminosos fugiram e ainda não foram localizados pela polícia.

O delegado Felipe Freitas, da Superintendência Estadual de Homicídios e Proteção a Pessoas (SHPP), informou que estava ocorrendo um baile de Carnaval na escola onde Pedro Lucas estudava. Na hora baile, ele estava do lado de fora do da escola, na companhia de duas alunas.

Segundo informações da direção da escola e dos próprios familiares da vítima, Pedro Lucas não frequentava regularmente o colégio.

“A direção da escola nos informou que a vítima apareceu duas ou três vezes no colégio este ano de 2018”, contou o delegado.

A direção da escola confirmou ao delegado que a vítima tinha comportamentos indisciplinado, chegando a ser encontrado com um simulacro de arma de fogo no colégio.

A família da vítima informou a polícia que Pedro Lucas estava frequentando assiduamente a região do condomínio do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), no bairro Camboa, em companhia de criminosos da facção Comando Vermelho.

“O que foi reportado pela família da vítima é que ele já estaria com envolvimento com essa facção, inclusive com a divisão de tarefas. No caso, Pedro Lucas era o vigia da facção, ali mesmo no condomínio do PAC, na Camboa”, informou o delegado Felipe Freitas.

Ainda de acordo com a polícia, na noite dessa quinta-feira (8) houve um tiroteio próximo ao condomínio e a vítima supostamente teve participação na ação. 

Câmeras de monitoramento instaladas próximas ao local do tiroteio filmaram a ação e as imagens já estão com o Instituto de Criminalística e Medicina Legal (Incrim), onde serão analisadas. 

Segundo o delegado Felipe Freitas, o crime desta sexta-feira pode ter relação como o tiroteio da noite de quinta.

Com informações do Imirante

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